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DINHEIRO: Municípios com finanças desorganizadas sentirão profundamente redução da arrecadação

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FONTE

Com a retração da atividade econômica a crise atinge a todos os municípios em efeito dominó.  Os anos 2015 e, quem sabe, 2016 podem ser lembrados como período de recessão quando o “cinto financeiro” apertou a população, depois dos sucessivos escândalos, entre outros, do Mensalão e do Petrolão (e que não venham outros), que abalaram a encomia brasileira.

DECEPÇÃO

A nível nacional decepção com os governantes e a falta de confiança na classe política desencoraja investimentos, colocando capital externo em fuga das fronteiras tupiniquins. Tudo contabilizado surge o “balanço”; gestores incapazes que governam de forma errada e, quase nada de promissor faziam com os recursos financeiros que recebiam, podem estar em sérias dificuldades, frente à conjuntura de crise financeira que vai sendo difundida pelos veículos de comunicação e experimentada no dia a dia pela população.

EMPRESAS FECHAM AS PORTAS

O fechamento de empresas nos setores da carne, do couro e do frango, entre os municípios abaixo elencados, traz a cruel realidade do desemprego para centenas de famílias que certamente terão que se acomodar   em outros espaços do território nacional onde, apesar da crise, se mostram mais promissores.

DINHEIRO 

A distribuição da arrecadação divulgada pelo Banco do Brasil permite aos internautas e, portanto à Folha, compilar os números e tomar conhecimento da realidade financeira de cada município. Os repasses recebidos no mês de junho/2015 em cada cidade pode ser conferido na lista abaixo:  

Município

 Receita via Banco do Brasil

Classificação

População

R$ por habitante

Território (km²)

Cáceres

 R$    6.588.877,89

87.942

74,92

24.351.446

Pontes e Lacerda

 R$    4.041.613,82

41.408

97,60

 8.559.824

Mirassol D' Oeste

 R$    2.667.651,06

25.299

105,44

1.076.360

Quatro Marcos

 R$    2.477.575,05

18.998

130,41

1.289.090

Araputanga

 R$    2.084.091,49

15.342

135,84

1.600.260

Porto Esperidião

 R$    1.717.795,61

11.031

155,72

5.808.173

Jauru

 R$    1.617.125,15

10.455

154,67

1.302.113

Indivaí

 R$       925.815,53

2.397

386,24

603.295

Figueirópolis D' Oeste

 R$       912.747,59

3.796

240,45

899.385

Glória D' Oeste

 R$       816.210,77

10º

3.135

260,35

853.848

Reserva do Cabaçal

 R$       751.455,76

11º

2.572

292,17

1.337.044

Total

 R$  24.600.959,72

 

218.579

112,55

39.121.014

VALOR PARCIAL

Mesmo sabendo que os valores repassados aos municípios diminuíram, em até 13%, o leitor precisa saber que o montante ora divulgado é parcial; dentre outros, valores obtidos com ITBI e  ISSQN, recolhidos diretamente pelo contribuinte, não estão na soma disponibilizada pela instituição financeira federal.

O total da arrecadação de cada município só será conhecida quando o TCE/MT tornar público o montante auferido em cada gestão e, até agora, o último número divulgado sobre arrecadação pelo TCE/MT é de dezembro/2014.

DIFERENÇA VISUAL

Apesar da curva financeira em declive, ainda que temporária, nas contas dos municípios, quem vinha administrando com austeridade pode “respirar” tranquilo. Sem entrar no mérito como os recursos são auferidos e aplicados, é visível que, por exemplo, o município de São José dos Quatro Marcos tem conseguido se sobressair.

OTIMISMO

No final de 2014, a gestão quatromarquense planejou e fez festa de fim de ano para o povo, com árvore de natal gigantesca e show em praça pública; agora é visível o investimento na malha asfáltica urbana, na sinalização vertical e horizontal que melhoram o aspecto visual e, demonstra que a cidade tem um Administrador municipal que promove ares de progresso para os munícipes. Se os visitantes fizerem comparação ao percorrer e comparar cidade por cidade vão saber onde o otimismo continua impulsionado pela manutenção do desenvolvimento.

ABANDONO

Recebendo dinheiro todos os gestores estão, constitucionalmente. Mas, aqueles que incharam a máquina pública, fizeram contratos extravagantes ou não tiveram bom planejamento, estão colhendo os espinhos de governar sob o murmúrio da população, denúncias, investigações do Ministério Público e, a arma mais temida pelos políticos: a rejeição do povo.

Entre as cidades cuja arrecadação aparece na lista acima, desde 2013, já houveram afastamento de gestores públicos, cassação de mandatos e, em outras, há investigações em curso. Se ainda houver gestores que se enquadram na descrição do parágrafo anterior, esses maus gerentes de cidade estão ficando sem espaço para agir e podem estar refém do paço municipal, pois, se ousarem sair às ruas, podem ser questionados e até insultados pelo próprio povo que os elegeu. 

ELEIÇÕES 

Os munícipes estão a um ano para escolher novos governantes ou reconduzirem aqueles que sabem administrar a coisa pública. Com milhões de reais, destinados mensalmente aos cofres municipais, muitas pessoas competentes poderão colocar seus nomes à disposição do eleitor a fim de  (re)colocar as finanças e a casa em ordem, para, em seguida (re)direcionar os lemes de “barcos” que navegam desgovernados, à deriva.

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